O que podemos dizer deste momento difícil, verdadeiramente aterrorizador? 

Chegaremos à 400 mil mortes! Mortes que poderiam ser evitadas, se o governo atual tivesse um estadista, um ser humano que celebrasse a vida, antes de comemorar um “CPF cancelado” ou o assassinato. Um golpe militar, um golpe articulado por interesses empresariais nacionais e internacionais. Um golpe que emudece, amordaça, sufoca anseios, sonhos, reivindicações de um povo sofrido, excluído. Um golpe que exclui, tortura, assassina avós, avôs, mães, pais, filhas, filhos, brancos, negros, índios, sem dor, sem assistência. Esta pandemia é síntese total do descaso governamental, da configuração do genocídio deliberado.  O projeto que começou em 2016 com o impeachment, retirando do orçamento público federal a maioria da população brasileira, que começava a respirar melhor com o acesso à moradia, cesta básica, saúde, educação, cultura, principalmente nas periferias, ainda que violentadas  historicamente. Ao perdermos direitos, perdemos o emprego, a carteira de trabalho, a aposentadoria.

Poderemos chegar às 500 mil mortes, se nada fizermos para conter esta pandemia no Brasil imediatamente, com simples exemplos e muita solidariedade em rede nacional, com a força de um comitê científico nacional coordenando as ações sanitárias necessárias para estabilizarmos o atendimento aos mais necessitados.

Para celebrar a VIDA, necessitamos afastar os responsáveis que sintetizam a MORTE!

Para celebrar a VIDA necessitamos de vacinação imediata de toda a população vivendo neste país!

Para celebrar a VIDA necessitamos de isolamento integral, distanciamento, máscaras, higienização obrigatórios!

Para celebrar a VIDA necessitamos que cuidem dos profissionais da saúde, fornecendo todos os equipamentos de proteção, testagens regulares e ambientes de trabalho compatíveis.

Para celebrar a VIDA necessitamos que os mais necessitados recebam imediatamente uma renda mínima por prazo indeterminado, assim como os pequenos e médios empresários.

Assim poderemos celebrar a VIDA e voltar a lutar, nas palavras finais do discurso do Jango na Central do Brasil, “Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação econômica, pela justiça social e pelo progresso do Brasil.

Sebastian Archer
Setorial de saúde do PT/RJ
Coletivo Fernando Santa Cruz