Foco de incêndio próximo à Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Porto Velho, Rondônia – Foto: Christian Braga / Agência O Globo

Com a escalada do desmatamento, a Floresta Amazônica está prestes a emitir mais gás carbônico do que consegue absorver.

A informação consta de um estudo publicado na revista científica Nature Climate Change, nesta quinta-feira.

Segundo o levantamento, a região da bacia do Rio Amazonas emite atualmente 1,1 gigatonelada de gás carbônico por ano, ao passo que absorve 1,2 gigatonelada.

A publicação alerta:

“Ela (Amazônia) é ainda uma fonte de absorção de carbono, mas está prestes a se transformar em fonte emissora, caso o desmatamento se mantenha no ritmo atual”.

Ainda de acordo com o estudo, das três maiores florestas do mundo — incluindo a Amazônia —, apenas uma ainda tem vegetação nativa o bastante para seguir sequestrando o gás carbônico de forma eficiente: a Floresta do Congo, emitindo 0,53 gigatonelada e absorvendo 1,1 gigatonelada ao ano.

Nesta semana, um relatório do Instituto Imazon apontou que o desmatamento na Amazônia em 2020 foi o maior da década: 8 mil quilômetros de floresta devastados.

Fonte: Revista Época