Embora não tenha citado nomes, a postagem ocorre horas depois do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco ter rejeitado o pedido de impeachment do chefe do Executivo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e é vista como uma resposta indireta aos poderes.

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O presidente Jair Bolsonaro postou, na noite desta quarta-feira (25/8), o trecho de um vídeo de uma live datada de abril nas redes sociais. Na publicação, o presidente afirma saber onde está o “câncer do Brasil” e relata que “sabe o que tem que fazer”. Ele destaca ainda que “há como ganhar essa guerra”, caso a população esteja munida de informação.

“A gente só ganha a guerra, pessoal, se tiver informações. Se o povo tiver bem informado, tiver consciência do que está acontecendo, a gente ganha essa guerra. Alguns querem que a gente seja imediatista. Eu sei o que tem que fazer. Dentro das quatro linhas da Constituição. Se o povo, cada vez mais, se inteirar, se informar, cutucar seu vizinho, mostrar para ele o futuro do nosso Brasil, a gente ganha essa guerra. Eu sei onde está o câncer do Brasil, nós temos como ganhar essa guerra. Se esse câncer for curado, o corpo volta à normalidade. Estamos entendidos? Se alguém acha que eu tenho que ser mais explícito, lamento”, bradou.

Embora não tenha citado nomes, a postagem ocorre horas depois do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco ter rejeitado o pedido de impeachment do chefe do Executivo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e é vista como uma resposta indireta aos poderes.

O parlamentar destacou que a denúncia carece de “justa causa” e “tipicidade”, completando acreditar que a decisão possa constituir um “marco de reestabelecimento das relações entre os poderes e de pacificação”.

O pedido, conforme explicou, foi negado após um parecer técnico da Advocacia-Geral do Senado, que entendeu que não houve o cumprimento de requisitos previstos na lei 1079/1950, que regulamenta os crimes de responsabilidade e contra a União e define as hipóteses de impeachment de ministros do Supremo.

Fonte: Correio Braziliense