O presidente Jair Bolsonaro durante passagem por Senador La Rocque, no Maranhão, no dia 21 de maio de 2021. Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro durante passagem por Senador La Rocque, no Maranhão, no dia 21 de maio de 2021. Foto: Isac Nóbrega/PR

Em artigo publicado pelo jornal norte-americano The New York Times, a jornalista Vanessa Barbara afirma que o presidente Jair Bolsonaro “planejava que houvesse ao menos 1,4 milhão de mortes no Brasil” pela Covid-19, a fim de atingir a chamada “imunidade de rebanho”.

Segundo o artigo, “o presidente parecia fazer de tudo para facilitar a disseminação do vírus. Ele passou o último ano falando e agindo contra todas as medidas cientificamente comprovadas para conter a propagação do vírus”.

“Bolsonaro aparentemente pretendia levar o País à imunidade coletiva por infecção natural, quaisquer que fossem as consequências. Isso significa – assumindo uma taxa de mortalidade de cerca de 1% e considerando 70% de infecção como um limite provisório para imunidade de rebanho – que ele planejou pelo menos 1,4 milhão de mortes no Brasil”, afirma a jornalista.

O texto publicado pelo principal jornal dos Estados Unidos também critica a insistência de Bolsonaro em defender medicamentos ineficazes contra o novo coronavírus. Barbara ressalta que, na CPI da Covid, “dois depoentes confirmaram, com pesar, que tinham visto um rascunho de um decreto presidencial que estipulava que a bula do medicamento [hidroxicloroquina] deveria ser alterada para incluir seu uso contra a Covid-19″.

Fonte: Carta Capital