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A vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, tem eficácia de 78% nos estudos no Brasil, segundo o governo do estado de São Paulo. O pedido de registro emergencial será formalmente feito nesta sexta-feira junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O estudo da CoronaVac no Brasil foi realizado pelo Butantan, órgão referência na produção de vacina no Brasil, que completa 112 anos em fevereiro deste ano. Desde 20 de julho, participam dos testes 16 centros clínicos, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Até o momento, foram vacinados 12.476 profissionais de saúde, em um intervalo de 14 dias, todos voluntários. 

Metade do grupo recebeu a vacina em teste e a outra metade um placebo, para efeito comparativo entre os dois. Apesar dos resultados terem sido apresentados hoje, a vacinação de voluntários ainda continua.

O que tem de diferente na CoronaVac é que os testes foram realizados com profissionais de saúde, ou seja, pessoas que estão mais submetidas à presença do vírus. Os demais estudos foram realizados com a população em geral. Buscamos testar a vacina onde o risco era maior. Essa é a prova mais dura do mundo para uma vacina contra a Covid —  destacou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

A eficácia mostra que a CoronaVac protegeu 100% contra casos leves e moderados do coronavírus. A internação hospitalar também foi evitada em 100% dos casos, segundo os dados apresentados. No caso do atendimento ambulatorial, foi eficaz em 78%.