Neste ano, 13 funcionários morreram por causa da doença. Janeiro de 2021 foi o mês mais mortal entre os funcionários da Casa, com 8 vítimas.

As instalações da Câmara passaram por um processo de limpeza e desinfecção para a volta dos trabalhos. Fot: Igor Estrela/Metrópoles

Câmara dos Deputados registrou ao menos 735 pessoas infectadas por Covid-19 – entre servidores e deputados federais – e 23 servidores mortos em decorrência da doença, entre março de 2020 e março deste ano.

Dentre eles, 10 morreram em 2020 e 13, neste ano. O mês de janeiro de 2021 foi o mais letal entre os servidores da Casa, com oito vítimas da doença causada pelo novo coronavírus.

Os dados obtidos pelo Metrópoles, via Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que, até 11 de março deste ano, foram infectados 104 deputados e 631 funcionários.

Contudo, levantamento do Metrópoles identificou que, até a sexta-feira (23/4), ao menos 156 dos 513 deputados federais já testaram positivo para a Covid-19. A diferença de dados ocorre porque nem todo parlamentar informa à Câmara a contaminação.

deputado federal Schiavinato (PP-PR), de 66 anos, morreu em 13 de abril deste ano. Ele foi o primeiro parlamentar da Câmara no exercício do mandato a falecer em decorrência do novo vírus.

deputada federal Maria Rosas (Republicanos-SP), de 55 anos, foi intubada, nessa sexta-feira (23/4), no Hospital Moriah, em São Paulo. O procedimento ocorreu um dia depois de a parlamentar anunciar que testou positivo para a Covid-19 e que sentia sintomas leves.

Restrições

A Câmara tem cerca de 14 mil funcionários. Em 11 de março do ano passado – mesmo dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Covid-19 como pandemia –, a Casa passou a funcionar por meio de sistema remoto. As comissões temáticas não foram instaladas em 2020.

A partir de fevereiro deste ano, com a eleição do novo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), houve nova orientação: a instalação dos colegiados e de um modelo híbrido de funcionamento do plenário – com até 140 deputados participando presencialmente e os demais, remotamente.

Mortes por Covid-19

Apesar da orientação de trabalhar remotamente, assessores e outros profissionais seguem realizando suas funções presencialmente, mesmo com a piora da pandemia. Um episódio gerou indignação de diversos jornalistas há duas semanas.

O editor da TV Câmara Claudio Lessa questionou, em um grupo de WhatsApp, ao saber da morte do técnico Luciano Santana por causa da Covid-19, se a vítima “desprezou o tratamento precoce” e disse que “só morre de peste chinesa quem quer”.

Na sexta-feira (23/4), o Brasil registrou média móvel de 2.523 óbitos a cada 24 horas. Ao todo, foram 2.914 mortes e 69.105 novos infectados contabilizados nas últimas 24 horas em todo o país.

No total, o Brasil já perdeu 386.416 vidas para o novo coronavírus e computou 14.237.078 casos de contaminação. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Fonte: Metrópoles