Comunidade Aracaçá, na região de Waikás, Terra Yanomami, em Roraima/ Foto: Condisi-YY/Divulgação

Restos de madeira recém-queimada em um espaço que antes era ocupado por uma cabana e uma comunidade indígena completamente vazia, sem ninguém. Esse cenário de destruição foi o encontrado por uma equipe da Polícia Federal (PF) em Aracaçá, na Terra Indígena Yanomami, nesta semana. O local ganhou destaque nos noticiários com a denúncia de que uma menina Yanomami, de apenas 12 anos, morreu após ser estuprada por garimpeiros que exploram ilegalmente a região.

A denúncia da morte da menina foi divulgada pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kwana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami. Ele afirmou ter recebido o relato de indígenas que vivem na região.

Na ida à região, a PF e os demais órgãos desceram em dois locais: em Waikás e Aracaçá, que ficam próximos. Hekurari estava na comitiva e relata que, em Waikás, o helicóptero que os levava pousou em um espaço usado por garimpeiros. Lá, encontraram alguns indígenas que não quiseram falar muito sobre o caso.

No coração da Floresta Amazônica, a pequena comunidade, com cerca de 30 moradores, está tomada por garimpos ilegais. O relatório ‘Yanomami Sob Ataque’, divulgado no dia 11 de abril pela Hutukara Associação Yanomami (HAY), já alertava para o risco de desaparecimento de Aracaçá devido à forte presença de exploradores ilegais.

Fonte: Observatório do Terceiro Setor