Senadores aprovaram, na CPI da Covid, a quebra de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados. O requerimento foi apreciado em sessão nesta terça-feira (3/8).

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Barros é pivô das denúncias de corrupção nas compras de vacina pelo governo federal. Ele foi apontado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF), em depoimento à CPI da Covid, como o parlamentar supostamente citado por Jair Bolsonaro (sem partido) como um dos envolvidos nas irregularidades que cercam o contrato de compra de doses da vacina indiana Covaxin.

Também coube a Barros a autoria da emenda que possibilitou a importação da vacina indiana Covaxin, da farmacêutica Bharat Biotech. O deputado apresentou, em fevereiro deste ano, a Emenda nº 117, de 2021, à Medida Provisória nº 1.026.

A MP dava “autorização para a importação e distribuição de quaisquer vacinas” e medicamentos não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contanto que fossem aprovados por autoridades sanitárias de outros países.

Por meio da emenda do líder do governo na Câmara, a Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO), da Índia, foi incluída na lista de agências habilitadas. O aval à Covaxin foi dado pela CDSCO.

Ricardo Barros disse que o Palácio do Planalto não interferiu no assunto e que a inclusão do órgão de saúde da Índia também foi motivo de emendas dos deputados Orlando Silva e Renildo Calheiros, ambos do PCdoB.

Deputado quer depor

O líder do governo chegou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo à Corte que assegure a data de seu depoimento à CPI da Covid, em 8 de julho. No mandado de segurança, o parlamentar afirma estar sendo “impedido de exercer ampla defesa por abuso de poder da CPI que ataca minha honra indevidamente”.

Barros afirmou, na ocasião, ser vítima de “inúmeras acusações, especulações e ilações”. Segundo o deputado, o objetivo das denúncias é “desgastá-lo [bem como desgastar o governo] perante a opinião pública”.

Fonte: Metrópoles