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Em ofício enviado à Polícia Federal, o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto Norte informou que os militares vão deixar os locais para retornar às suas sedes.

O Exército decidiu retirar tropas mobilizadas na maior apreensão de madeira da história do Brasil.

Realizada em conjunto com a Polícia Federal, a operação, revelada pela Folha, ocorreu em dezembro do ano passado e capturou 130.000m³ de madeira supostamente extraída de maneira ilegal.

Desde então, grupos das Forças Armadas fazem segurança de material apreendido em pelo menos dois pontos (ambos no Pará).

Em um ofício enviado à PF no dia 19 de fevereiro, ao qual o Painel teve acesso, o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto Norte (do Exército) informou que os militares vão deixar os locais para retornar às suas sedes. Não há explicação do motivo.

A coluna enviou email para a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa e do Exército, mas ainda não teve resposta.

A operação foi batizada de Handroanthus GLO, que une o nome científico do ipê, a árvore mais cobiçada pelos madeireiros na Amazônia, à sigla da Garantia da Lei e da Ordem, o marco legal que autoriza o emprego das Forças Armadas no combate a crimes ambientais na Amazônia.