Surtos simultâneos de novos casos das doenças acendem alerta no país, que na semana passada registrou maior índice de novos casos de coronavírus na pandemia.

O ministro da Saúde da França, Oliver Veran
O ministro da Saúde da França, Oliver Verán Ludovic MARIN/AFP

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, alertou nesta segunda-feira, 3, para uma possível sobrecarga dos hospitais do país. A França enfrenta surtos simultâneos de Covid-19, gripe e gastroenterite. “O risco que corremos com a ômicron é o da saturação de leitos hospitalares convencionais em nossos hospitais. A ômicron provoca menos casos de desconforto respiratório agudo e a necessidade de leitos de UTI é menor em relação a outras variantes. Mas pacientes mais sensíveis podem necessitar de três ou quatro dias de oxigênio, o que aumenta o fluxo de pacientes em leitos convencionais”, disse Verán.

Na última semana, a França registrou um recorde de novos casos de Covid-19, com predominância de duas variantes: a delta e a ômicron. De acordo com a agência Santé Publique France, foram 1.518 pacientes por 100 mil habitantes, maior índice de casos desde o início da pandemia.

Além das infecções provocadas pelo coronavírus, o país enfrenta um aumento de casos de gripe e de gastroenterite. “A gripe começou e casos mais graves de gastroenterites já chegaram ao hospital. Pacientes com outras doenças crônicas também precisam ser tratados. Dos 400 mil leitos que contamos no país hoje, 20 mil já estão ocupados por pacientes Covid antes mesmo de sentirmos o impacto da onda de ômicron. Teremos um mês de janeiro difícil nos hospitais”, detalhou o ministro francês.

Fonte: Veja