O presidente do Instituto havia declarado que excluiria parte das obras abrigadas por questões ideológicas.

A Justiça Federal, em consonância com a decisão liminar concedida anteriormente, proibiu o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, de doar parte das obras do acervo.

Em junho de 2021, um relatório divulgado pela Instituição comunicou que seriam excluídas obras mantidas pela Fundação cuja temática seria supostamente pautada por “revolução sexual, sexualização de crianças, bandidolatria e por um amplo material de estudo das revoluções marxistas e das técnicas de guerrilha”, entre outros fatos listados.

O documento listava 5.300 livros, folhetos e catálogos que deveriam ser doados por terem  “temática alheia ao escopo do órgão”.

A maior parte das obras apontadas, segundo os autores da lista, continham caráter panfletário e com evidências do que chamam de dominação marxista da entidade.

Entre os livros para doação estavam: o livro “Bandidos”, de Eric Hobsbawm, Caio Prado Jr., Celso Furtado, Karl Marx e Max Weber.