Foto: Javier Zayas Photography/Getty Images

O pedido, feito pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, solicitou 390 milhões de reais para criar um imunizante nacional contra a covid-19.

O Ministério da Economia negou o pedido de abertura de um crédito extraordinário para financiar o desenvolvimento de uma vacina brasileira contra a covid-19. A solicitação foi encaminhada em dezembro, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, pedindo um total de 390 milhões de reais no projeto.

Procurado pela revista EXAME, o Ministério da Economia enviou uma nota dizendo que após a análise dos documentos, “não verificou o atendimento aos requisitos de urgência e de imprevisibilidade, estabelecidos no art. 62 e pelo § 3º do art. 167 da Constituição Federal, podendo os recursos adicionais solicitados pelo MCTI serem alocados por meio de créditos suplementares”, diz o texto.

De acordo com o ofício enviado à Secretaria de Orçamento Federal, o crédito extraordinário seria usado para realizar as três etapas de desenvolvimento de uma vacina totalmente brasileira. Entre as fases estão os testes laboratoriais e clínicos, em seres humanos.

Na semana passada, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, o presidente Jair Bolsonaro citou a vacina como uma das ações que o governo brasileiro desenvolve no combate à covid-19.

“O Marcos Pontes [ministro da da Ciência, Tecnologia e Inovações] está trabalhando em uma vacina brasileira em que ele acha que pode ficar pronta ainda este ano em fase experimental”, disse Bolsonaro. Questionado sobre onde este imunizante estava sendo desenvolvido, ele respondeu que “não sabia”. 

A reportagem da revista EXAME procurou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para ter mais informações sobre o projeto, e como fica o andamento sem este dinheiro. Até o momento, não recebeu resposta.

Fonte: Revista Exame