A Nasa (agência espacial norte-americana) apresentou imagens coloridas inéditas feitas pelo Telescópio Espacial James Webb, o maior telescópio já lançado no espaço. Após a divulgação da primeira imagem do Universo profundo, mais imagens geradas foram divulgadas nesta terça-feira (12).

O telescópio é capaz de fotografar 13 bilhões de anos atrás. Ou seja, é como uma máquina do tempo, que vai ajudar a responder questões-chave sobre o cosmos e a exploração espacial.

Isso inclui a formação de estrelas em seus estágios iniciais, quando tudo envolvia gás e poeira cósmica.

Lente gravitacional

Imagem do telescópio James Webb retrata o cluster de galáxias conhecida como SMACS 0723, em um dos retratos mais profundos já feitos do universoImagem: NASA, ESA, CSA, e STScI

Na imagem do agrupamento de galáxias SMACS 0723, a massa combinada de todas as estrelas causa um efeito chamado lente gravitacional, que amplia a luz de objetos fracos e extremamente distantes, que estão atrás dele de forma direta.

Assim, o aglomerado é como uma lente de aumento que amplia a luz das galáxias mais afastadas, a bilhões de anos-luz.

Desvio para o vermelho

Na imagem acima, as galáxias em tom avermelhado são as mais distantes, o que resulta no chamado fenômeno “desvio para o vermelho”.

Isto é, quando ocorre o aumento do comprimento das ondas de luz durante sua viagem pelo Universo em expansão. Enquanto as azuis e brancas estão mais “próximas”.

Um grão de areia do céu

A mesma imagem acima já é considerada a mais profunda e nítida do universo distante até hoje, conhecida como o Primeiro Campo Profundo de Webb. Essa fatia do Universo, apesar de tantos detalhes, reúne um pedaço do céu de aproximadamente um grão de areia, mantido à distância de um braço por alguém no chão.

Estrela dupla

Na imagem da Nebulosa Planetária NGC 3132, é possível ver duas estrelas no meio das nuvens de gás e poeira que são expelidas.

Essa foto mostra nuvens de gás e poeira expelidas por estrelas moribundas. A visão infravermelha do James Webb revela a segunda estrela desta nebulosa.

Segundo a Nasa, a estrela mais escura está morrendo, e a outra estrela é mais jovem e brilhante. O detalhe é que a foto revela que a estrela moribunda está realmente envolta em poeira.

Penhascos Cósmicos

A paisagem que parece ser montanhas ou vales salpicados de estrelas brilhantes é na verdade a borda da Nebulosa Keel. Capturada em luz infravermelha do James Webb da Nasa, esta imagem revela pela primeira vez áreas previamente invisíveis de nascimento de estrelas.

Chamado de Penhascos Cósmicos, os “picos” mais altos têm cerca de 7 mil anos-luz de altura. A área cavernosa foi esculpida na nebulosa pela intensa radiação ultravioleta e ventos estelares de estrelas jovens extremamente massivas, quentes e localizadas no centro da bolha, acima da área mostrada nesta imagem.

WASP-96 b

O WASP-96b é um planeta gigante fora do nosso sistema solar, composto em suma por gás. Localizado a cerca de 1.150 anos-luz da Terra, ele orbita sua estrela a cada 3,4 dias. Tem cerca de metade da massa de Júpiter e sua descoberta foi anunciada em 2014.

Dança das galáxias

Um enorme mosaico do Quinteto de Stephan é a maior imagem até o momento do Telescópio Espacial James Webb, cobrindo cerca de 1/5 do diâmetro da Lua. A imagem contém mais de 150 milhões de pixels e é construído com cerca de mil arquivos de imagem separados
Imagem: Nasa/ ESA/ CSA/ STScI

O Quinteto de Stephan é um grupo visual de cinco galáxias na constelação de Pegasus, localizado a cerca de 290 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Na imagem, é possível ver cinco galáxias, e destas, quatro das quais parecem interagir. Isso porque a galáxia da esquerda está, na verdade, muito mais próxima da Terra do que o restante do grupo.

Essa interação entre as galáxias ocorre em colisão, em que estão puxando e esticando umas às outras, em uma espécie de dança gravitacional.

Fonte: UOL Notícias