Quando os cães envelhecem, precisamos reavaliar a rotina. Passeios, rações, idas ao veterinário: é importante investir na qualidade de vida deles. Sou radical com a alimentação da Ella, não dou nada minha comida (pelo bem dela), mas quando ela for velhinha farei concessões. Quem dá ração deve migrar para a sênior a partir dos 7 anos. No caso de alimentação natural, vale reavaliar os ingredientes e suplementação com o veterinário nutricionista.

Os passeios vão mudar, o ritmo será mais lento, ao gosto dele. Nada de deixá-lo para trás! Invista em um carrinho, há vários no mercado. Os check-ups devem ser realizados com mais frequência, a cada 3 ou 4 meses. Redobre os cuidados com piscinas e chãos escorregadios. Evite subidas e descidas das camas e sofás, coloque uma escadinha para ele.

“A vacina é importante ao longo de toda a vida do pet. Quando eles ficam velhinhos, tendem a sair menos. Por outro lado, frequentam mais os hospitais veterinários, onde há doenças. Portanto, ela deve ser aplicada também nos vovôs”, diz o médico veterinário Marcelo Quinzani, do hospital Pet Care.

Não é fácil cuidar de um cão velhinho. Eles podem trocar o dia pela noite, você sai no meio da noite para o hospital e tem uma lista gigante de remédios para administrar por dia. O que ganha? A noção de que 24 horas podem ser muito felizes, pois cada dia é um presente. Lembro de pegar o Cozumel no colo e nada no mundo ter importância a não ser aquele momento de profundo amor. No mais, aproveite o prazer de cuidar.

Fonte: Estadão