Petrobras mais uma vez irá reajustar o preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP). Todas as suas distribuidoras terão que adequar os preços de acordo com a porcentagem do novo aumento, que será de 7,2% em cada produto. Famílias mais pobres têm substituído gás de cozinha por fogão a lenha, apesar dos riscos.

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Gás de cozinha puxa a inflação de setembro em Brasília Cruzeiro, Brasília, DF, Brasil 13/10/2015 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

De acordo com a Petrobras, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, havendo um reajuste médio de R$ 0,20 por litro. Já se tratando da mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A, que dá origem a composição da gasolina comercializada nos postos; o preço da gasolina na bomba será de R$ 2,18 por litro em média, ou seja, um aumento de R$ 0,15 por litro. A Petrobras ainda não fez o anúncio do reajuste nos preços dos demais combustíveis. No fim de setembro, a Petrobras reajustou o preço do diesel em 8,89%. Segundo os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados pelo IBGE, nos últimos 12 meses até setembro deste ano, a gasolina subiu cerca de 39,6% no país e o gás de cozinha (GLP) disparou cerca de 34,67%.

Petrobras faz justificativa com relação a reajustes 

A estatal relatou que a aplicação do reajuste no gás de cozinha só aconteceu novamente após 95 dias do último reajuste feito, que deixou preços estáveis nesse período. 

Já para a gasolina A, foram 58 dias de período de estabilidade, segundo a Petrobras. A estatal ainda afirmou que elevação dos preços vai de acordo com os parâmetros internacionais do valor do petróleo. 

Para a Petrobras, esses reajustes são de extrema importância para garantir que o mercado continue sendo suprido, com relação as bases econômicas e para que não haja nenhum risco de desabastecimento dos fornecedores responsáveis pelo atendimento das regiões brasileiras. 

O patamar elevado de petróleo e dólar contribuem para alta no gás de cozinha e gasolina 

Existem diversos fatores para o aumento dos preços dos combustíveis, mas o principal é a alta no dólar. O dólar e a cotação do petróleo estão influenciando cada vez mais sobre os preços dos principais combustíveis no Brasil desde 2016, quando a estatal passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que tem como base as flutuações do mercado internacional. 

Na última quinta-feira (7), o preço do barril de petróleo Brent, de referência internacional, fechou acima em US$ 81,95, ultrapassando a última alta na cotação, que foi no final de 2018. No começo deste ano, o preço médio estava bem abaixo de US$ 65. 

Consumidores desesperados com a alta no gás de cozinha e gasolina passam a utilizar fogão a lenha 

Muitos consumidores já vinham sentindo no bolso o aperto dos reajustes na gasolina e no gás de cozinha (GLP). Muitas famílias, principalmente as mais pobres, tem recorrido ao fogão a lenha para economizar gás de cozinha. 

Algumas delas, já nem possuem mais gás de cozinha em casa. O fato é que existem diversos perigos com relação à fornos e fogões a lenha, mas infelizmente, não há outra alternativa. Os consumidores, por enquanto, estão tendo que se conformar com os reajustes.