Na eleição, candidatos a deputado federal, estadual e membros da comissão executiva estadual escolheram entre o coronel Emir Larangeira e Witzel como o candidato oficial para representar o partido nas eleições para o governo. Witzel recebeu a maioria dos votos e foi escolhido candidato.

“Estou muito feliz com a vitória nesse processo democrático intrapartidário onde fui escolhido pela convenção Estadual do PMB para concorrer ao Governo Do Estado do Rio”, afirmou o ex-governador após a escolha do partido.

Wilson José Witzel, de 54 anos, nasceu em Jundiaí (SP). Se tornou defensor público no Rio de Janeiro, em 1998, e depois, juiz federal, em 2001. Deixou o cargo em 2018 para disputar e vencer a eleição para governador.

Em agosto de 2020, foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suspeitas de corrupção. Witzel foi alvo da operação batizada de Tris in Idem, uma referência ao fato de se tratar do terceiro governador do estado que se utiliza de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas – os outros dois foram Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Witzel foi acusado de fraudes na contratação de duas organizações sociais, uma delas, o Iabas, responsável por hospitais de campanha para tratar pacientes de Covid. Ele afirma que é inocente.

Em abril de 2021, sofreu impeachment por decisão unânime do Tribunal Especial Misto do TJ-RJ, formado por cinco deputados e cinco desembargadores. Como resultado, perdeu definitivamente o cargo de governador e se tornou inelegível por 5 anos.

O STF manteve a condenação de Witzel em 2021, por crime de responsabilidade.

Desde então, Witzel tenta reverter a decisão e derrubar a inelegibilidade determinada pelo Tribunal Especial Misto.

A assessoria do ex-governador entregou à imprensa uma certidão de outro órgão, do Tribunal Regional Federal da 2ª região, o TRF-2. O documento diz que não existem ações e execuções cíveis e criminais contra Witzel.

O documento deixa claro, no entanto, que a declaração abrange somente casos vinculados “exclusivamente” ao TRF-2, que julga ações federais e não estaduais. O impeachment é estadual.

A TV Globo pediu ao TRF-2 esclarecimentos sobre o documento apresentado pelo ex-governador, questionando se a decisão de inelegibilidade do TJ deveria, ou não, estar listada como um antecedente do político. Ainda não houve resposta.

Fonte: G1 Notícias