Bombeiro do Ibama tenta controlar incêndio em trecho da floresta amazônica em Apuí, Amazonas 11/08/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

Em outubro, a Amazônia já apresenta mais queimadas em 2020 do quem todo o ano passado. A informação é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que monitora a região com satélite. Em todo 2019, a região amazônica apresentou 89.176 focos de calor. Até sexta-feira, o órgão já tinha identificado 89.734 incêndios na área este ano.

Outubro, antes mesmo de chegar a seu fim, já apresenta 74% mais queimadas do que o mês inteiro no ano passado. Em 2019, foram 7.855 pontos de calor, o mínimo para o período na série histórica desde 1998. No entanto, este mês já contabiliza 13.704 queimadas.

Apesar de já apresentar mais focos de incêndio do que em todo 2019, apenas quatro meses desse ano tiveram mais queimadas que os mesmos no ano passado. Além de outubro, junho apresentou um aumento de 19% (de 1.880 para 2.248), em julho foi de 28% (de 5.318 para 6.803) e no mês de setembro o crescimento foi de 60% (de 19.925 para 32.017)

A Amazônia não é a única região brasileira a queimar. Nos primeiros 20 dias de outubro foram registrados 2.667focos de incêndio no Pantanal, 408% a mais do que no mesmo período do ano passado, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O governo federal prorrogou, por mais seis meses, a atuação da Força Nacional de Segurança Pública em apoio às ações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Amazônia. A portaria publicada no Diário Oficial da União prevê o emprego dos militares na região até 11 abril de 2021.

De acordo com o texto, a Força Nacional vai continuar atuando em ações “com ênfase no combate ao desmatamento, extração ilegal de minério e madeira e invasão de áreas federais, em caráter episódico e planejado”.  O número de militares a ser  disponibilizado irá  obedecer ao planejamento definido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A Força Nacional começou a atuar no combate a crimes ambientais na Amazônia em 2018, desde então o governo vem fazendo  prorrogações para manter o efetivo na região.

Fonte: O Globo